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Relação entre Meditação e Sono

Atualizado: 31 de out. de 2023

A meditação é muito falada como uma técnica para buscar a calma, a concentração e o foco, porém ela também pode ser uma ótima aliada para aquelas pessoas de estão com problema para dormir.

cama

Diversos estudos já relatam que a meditação ajuda no bem-estar, assim como na qualidade do sono e na facilidade em dormir.

A explicação de como meditar interfere positivamente no sono passa pelo potencial de alterar o estado mental e físico a partir de técnicas de atenção e concentração.


A meditação contribui para o alívio da ansiedade e, com isso, ajuda no relaxamento e na consequente melhora da qualidade do sono. Para colocá-la em prática, é importante encontrar uma posição confortável em sua cama e ter um ambiente tranquilo.


A seguir, você entenderá como a meditação altera algumas funções no organismo e de que forma ela pode ser utilizada por quem luta contra a insônia ou quer dormir melhor.


O que é a meditação?

A meditação pode ser considerada como uma prática de autorregulação do corpo e da mente, que utiliza a focalização da atenção. Ao meditar, os conteúdos que emergem à consciência não são confrontados ou elaborados intencionalmente, apenas observados.

Como resultado, ocorre a diminuição do pensamento repetitivo e o desenvolvimento de habilidades para lidar com os pensamentos automáticos. Assim, a meditação é capaz de produzir efeitos psicossomáticos, especialmente na redução do estresse e da ansiedade. De forma adicional, a prática provoca o relaxamento muscular e mental.



5 efeitos da meditação no organismo

Estudos já publicados sobre o tema identificaram que os praticantes experimentam um estado de consciência particular, diferente dos tradicionalmente conhecidos vigília-sono, que reflete mudanças no sistema nervoso central e autônomo.

  1. Ao meditar, ocorre redução do consumo de oxigênio, da eliminação de gás carbônico e da taxa respiratória, o que indica uma diminuição do metabolismo

  2. A meditação também está associada à redução de uma substância chamada lactato plasmático, cuja concentração elevada é associada à ansiedade

  3. O corpo entra em hipometabolismo basal ao mesmo tempo em que a mente se mantém alerta. Aquele que medita desenvolve, portanto, a capacidade de controlar determinadas funções fisiológicas involuntárias

  4. Estudos demonstraram alterações no cérebro de meditadores experientes, especificamente o aumento da espessura de uma região chamada de córtex, que está relacionada à atenção, a afetos positivos e à resiliência

  5. A meditação pode melhorar a adaptação ao estresse, de modo que as pessoas que meditam têm a frequência cardíaca e outros indicadores normalizados mais rapidamente após passar por um evento estressante


Meditação para dormir

A relação entre meditação e sono pode ser tanto direta quanto indireta. Pessoas que meditam regularmente tendem a apresentar melhora nos sintomas de estresse, depressão e ansiedade. E, como todas essas condições interferem no sono, ao reduzir a causa do problema, elas passam a dormir melhor.

Além disso, é possível meditar logo antes de dormir, como estratégia de relaxamento. Há pesquisas que sugerem que a prática pode reduzir a insônia de quem sofre com o problema, além de melhorar a qualidade de sono mesmo de quem não tem diagnóstico para um distúrbio de sono.


Meditar antes de dormir

Para adormecer, o corpo passa por uma redução gradual da ativação até a chegada da sonolência. A dificuldade de iniciar a noite de sono está ligada a um estado de hiperestimulação, que é comum quando estamos estressados, deprimidos ou ansiosos.

Ao realizar exercícios de atenção ou concentração plena, ocorre uma resposta de relaxamento no organismo, que é o oposto da resposta ao estresse. Além de aquietar a mente, a prática desacelera a frequência cardíaca e a respiração. Também reduz os níveis de cortisol,o hormônio do estresse.

A meditação também contribui para uma condição de aceitação e consciência, que tem como consequência a redução de sofrimentos psicológicos, como raiva e preocupação. Assim, favorece a redução necessária da ativação e deixa o organismo mais apto a adormecer.


Efeitos em longo prazo

Independentemente do horário em que a meditação é praticada, há evidências científicas de que ela beneficia a qualidade de sono com o passar do tempo. Pessoas que têm experiência com a prática apresentam resultados melhores no sono de ondas lentas e no sono REM, além de despertarem menos ao longo da noite.

Uma população em que esses benefícios foram observados são mulheres na menopausa. Uma das queixas mais frequentes desse grupo é a insônia, que acarreta ainda dor de cabeça, irritabilidade e dificuldade de atenção e de memória.


Dicas práticas de como meditar para melhorar o sono

  • Encontre um ambiente calmo e uma posição confortável

  • Desligue as notificações do celular e garanta que não será interrompido durante a meditação

  • Se for meditar antes de dormir, pode fazer isso já na cama, com as luzes apagadas e um pijama confortável

  • Usar óleos essenciais (ex. alecrim e lavanda) em um difusor de ambiente ou na roupa de cama pode potencializar esse efeito de concentração e relaxamento

  • Caso seja iniciante, utilize aplicativos de meditação guiada ou contrate um professor que ajude a orientar sobre respiração, postura e técnica

  • Se não der certo de primeira, tudo bem. Há inúmeras maneiras de meditar e você pode testar várias delas até encontrar a que mais gosta, além de descobrir situações, lugares e momentos em que se sente melhor meditando.

 
 

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Também disponível nas plataformas:

Youtube Music: https://bit.ly/3EZcp0T

 

Referências:


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